Ponto de Equilíbrio

A análise do Ponto de Equilíbrio somente deve ser aplicada, como um todo, para as empresas que tenha mais de uma linha de produção se produto dessas empresas tiverem a mesma Margem de Contribuição. O procedimento padrão é se calcular o Ponto de Equilíbrio para cada produto, desde que haja custos fixos perfeitamente identificados para cada um deles. Para se encontrar o Ponto de Equilíbrio de uma empresa é necessário se evidenciar seus custos fixos e variáveis; sabendo-se que os primeiros ocorrem se houver ou não venda dos produtos, enquanto as variáveis ocorrem proporcionalmente às vendas.

O Ponto de Equilíbrio é o momento em que o valor das vendas de uma empresa é suficiente para cobrir todos os seus custos, porém sem proporcionar lucro, isto é, a receita total é igual aos custos totais. Via de regra, evidencia-se o Ponto de Equilíbrio encontrando-se a Margem de Contribuição Direta (Preço de Venda – Custos Variáveis Unitários) em relação às vendas, dividindo-se o custo fixo anual por esta percentagem. Se considerarmos uma empresa com capacidade instalada para produzir 10.000 unidade de uma única mercadoria, podemos criar um exemplo onde o preço de venda desse produto seja $ 300,00; os custos variáveis por unidade sejam de $ 150,00 e os custos fixos anuais sejam $ 900.000,00, de forma que:

(PV – CV) / PV = MC%
CF / MC% = PE

(300 – 150) / 300 = 50%
900.000,00 / 0.50 = 1.800.000,00
Ponto de Equilíbrio: $ 1.800.000,00

onde:

PV = Preço de Venda
CV = Custo Variável
MC = Margem de Contribuição
CF = Custo Fixo
PE = Ponto de Equilíbrio

A fórmula e o gráfico retro apresentados mostram que o Ponto de Equilíbrio da empresa corresponde a um montante de venda anual que corresponde a R$ 1.000.000.

È possível fazer variações em torno da fórmula do Ponto de Equilíbrio, obtendo-se resultados que são extremamente valiosos para a gestão da empresa.

Quando se está analisando projetos de investimento que envolvem aquisição de máquinas, visando ampliar a capacidade de produção da empresa, é possível se encontrar o número de unidades que deverão ser vendidas para se alcançar o Ponto de Equilíbrio e, assim, dimensional o valor do investimento. Para isso se recorre aos dados que indiquem o preço de venda e os custos variáveis unitários do produto da empresa. No exemplo apresentado, o Ponto de Equilíbrio em unidades seria atingido quando se vendesse 6.000 unidades. Obtém-se este resultado pela divisão do custo fixo anuais ($ 900.000,00) pela Margem de Contribuição direta (peço de venda – custos variáveis unitários – Preço de venda, $ 300,00; custos variáveis por unidade, $ 150,00), ou seja:

CF / MC = 900.000,00 / 150 = 6.000 unidades.

Quando o elemento de maior importância na avaliação do investimento é o fator tempo. Em certos empreendimentos o tempo é de importância crucial, as vezes determinante para o seu sucesso. Se considerarmos o nosso caso como sendo de um produto sazonal, cadeiras numeradas de um festival de peão boiadeiro, por exemplo, que se realiza em sete dias e com uma perspectiva de venda de 1.500 ingressos para cadeiras numeradas por dia, teríamos a seguinte situação, sempre considerando que o preço de venda é de $ 300,00 por ingresso; que os custos variáveis por unidade, $ 150,00 por unidade e que os custo fixo anuais são de $ 900.000,00:

CF / (U x ( PV – CV)) = PE (em dias)

900.000 / (1.500 x (300 – 150)) = PE
900.000 / 225.000 = 4 dias

onde:

U = Unidades por dia

A leitura que se faz do resultado é que são necessários quatro dias, vendendo uma média de 1.500 ingressos para cadeira numerada, para que se atinja o Ponto de Equilíbrio, se tomados por base os elementos determinantes do problema.

PONTO DE EQUILÍBRIO E INVESTIMENTO

A análise do Ponto de Equilíbrio tem sido o sistema mais usual de avaliação do “bom retorno” de um investimento de capital, tanto para novos empreendimentos como para projetos de sociedades já existentes, no segundo caso projetos de ampliação da produção. Recomenda-se a análise do Ponto de Equilíbrio para organizações de todos os portes, inclusive para estudos relacionados com pequenas e médias empresas, isso pela sua simplicidade, dentre elas as seguintes:

a) É de fácil entendimento para executivos de vários níveis (diretores, gerentes, chefes de departamentos etc.), pois não exige conhecimentos especializados sobre economia, finanças e contabilidade.
b) Os elementos que são necessários à sua formulação são relativamente fáceis de serem levantados na empresa.
c) O Método de Ponto de Equilíbrio evidencia os pontos que exigem uma melhor atenção da administração da empresa.
d) O Método de Ponto de Equilíbrio evidencia a necessidade de alavancagem financeira da empresa, através da obtenção de financiamento para geração ou aumento da produção e venda.

A análise para determinar o Ponto de Equilíbrio em investimento de capital, exige que se desenvolva estudos detalhados sobre os seguinte aspectos do negócio, com a máxima precisão possível para as projeções futuras:

a) Volume de Vendas.
b) Margem de Contribuição Direta.
c) Custos Fixos do Período.
d) Capacidade.
e) Financiamento.

A própria vulnerabilidade que envolve a projeção das vendas, exige que o Ponto de Equilíbrio do projeto seja bem abaixo da previsão de vendas totais. Assim, se o projeto previr que se atinja o Ponto de Equilíbrio em 6.000 unidades, há que se prever vendas que ofereça uma boa margem de segurança (distancia entre o Ponto de Equilíbrio e as vendas reais, quando estas são maiores que o Ponto de Equilíbrio). No caso seria de se esperar a venda de cerca de 10.000 unidades.

No que se refere a Margem de Contribuição Direta (preço de venda menos o custo variável), esta não pode ser muito estreita, pois se assim for um pequeno aumento no preço da matéria-prima básica e dos outros insumos, inclusive mão-de-obra, poderá afetar o Ponto de Equilíbrio, de modo a inviabilizar os lucros do investimento.

Se não bem planejados, os custos fixos podem representar o ponto fraco da estrutura financeira de uma empresa. Quando as empresas fazem de investimento de capital, elas assumes responsabilidade com custos constantes que permanecerão qualquer que seja o nível de produção e das vendas. Esses custos incluem o seguinte:

a) A depreciação das máquinas e outros itens do imobilizado.
b) Os castos com tributos, seguros, manutenção e reparos.
c) A supervisão adicional ou mão-de-obra indireta necessárias a operação do bem de capital.
d) Juros e encargos, quando a aquisição do item exigiu, total ou parcialmente, a tomada de financiamento junto a terceiros.

A capacidade produtiva de uma empresa envolve dois aspectos: a capacidade física de produção de seu parque fabril, tomado como referencia o setor de menor capacidade instalada, e a capacidade real de produção deve considerar o funcionamento normal das maquinas e equipamentos nas condições reais da empresa, isso é, paradas para mudanças de turnos, para mudanças de bitolas, para consertos etc., e não a capacidade técnica ideal descrita pelos seus fabricantes.



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