O GENE DA ESQUERDA

Tomislav R. Femenick
O Jornal de Hoje. Natal, 28 jul. 2008.
O Mossoroense. Mossoró, 01 ago. 2008.

Muito embora não notemos, nós do século XXI somos herdeiros e praticantes de muitas das superstições da Idade Média, quando o mundo (especialmente a Europa) vivia mergulhado em crendices e conhecimentos falsos; com receio de qualquer coisa que fosse desconhecida. Tudo que fugia do “normal”, isso é, tudo que não estivesse dentro do patrão estabelecido, era julgado maldição e passivo de ser exorcizado. Entre essas “anormalidades” estavam as pessoas canhotas, que eram obrigadas (e ainda são) a agir como se destras fossem. O receituário social prescreve que o aperto de mão seja realizado somente com a mão direita; nas igrejas cristãs, ensinam que o sinal da cruz deve ser feito somente com a mão direita; quando as coisas não estão dando certo naquele dia, se diz que a pessoa acordou com o pé esquerdo, e por ai afora. As religiões relacionam o lado esquerdo são com o demônio. É claro que isso não tem sentido.

Gênios como Leonardo DaVinci, (que usava a mão esquerda e a direita e escrevia “ao contrário”, da direita para a esquerda, para que seus escritos só pudessem ser lidos refletidos no espelho); Ludwig Van Beethoven, o compositor, e Albert Einstein, o físico alemão que elaborou a Teoria da Relatividade e um dos maiores físicos de todos os tempos, eram canhotos. Também eram canhotos Alexandre, o Grande, rei da Macedônia que estendeu seu império até a Índia, e Napoleão Bonaparte, o imperador francês que dominou quase toda a Europa, no inicio do século XIX. Bill Gates, dono da Microsoft e um dos homens mais ricos do mundo, e o pobretão Mahatma Gandhi, o pacifista e líder nacionalista indiano, também. No mundo do Rock encontramos Paul McCartney, o baixista dos Beatles, Jimi Hendrix, o grande guitarrista, e Kurt Cobain, que comandou a banda americana Nirvana nos anos 90. No Brasil temos Machado de Assis, fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, o nosso querido Ayrton Senna, tricampeão da Fórmula 1, e Pelé, o eterno Rei do Futebol, que chutava com a direita, mas escreve com a mão esquerda. Por último, Fidel Castro, o líder revolucionário cubano, também é canhoto.

Para acabar com as crendices, cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, se dedicaram ao estudo do porque algumas pessoas são canhotas e não destras – os canhotos são 10% da população mundial. Identificaram um gene (unidade hereditária ou genética que determina as características de um indivíduo), que chamaram de LRRTM1, que é o responsável pelo fato de alguém ser canhoto. Ele, o gene, controla as partes do celebro que comandam algumas funções. Descobriram, também, que os canhotos levam vantagem nos esportes e nas atividades que exigem estímulos simultâneos, isso em razão de que eles facilmente podem usar ambos os hemisférios do cérebro, para gerenciar estímulos.

Porém (sempre há um porém), o gene LRRTM1 em condições anormais pode, também, levar alguns de seus portadores a desenvolver doenças psicóticas como a esquizofrenia. Esse fato não implica dizer que todo canhoto seja, necessariamente, um psicótico. Isso seria voltar à Idade Média.

Entretanto, se aplicarmos esse conceito à patologia dos esquerdistas da política talvez possamos entender a instabilidade comportamental desses elementos. Acho que seja possível que esteja no tal gene a origem das modificações estruturais e funcionais produzidas no “entendimento” e no comportamento desse agrupamento político. Hoje, ninguém é mais capitalista que a China e o Vietnã comunistas; ninguém é mais burguês que a oligarquia petista que se aboletou no poder; ninguém muda mais de opinião que o bufão da Venezuela; ninguém usa mais a ajuda humanitária do imperialismo ianque que a Coréia do Norte.

Eta! genezinho danado de aloprado.