Custos – Terminologia e Classificação

Custos é uma certa quantidade em dinheiro que representa todos os bens materiais e imateriais, trabalho e serviços consumidos pela empresa na produção de seus bens e serviços, bem como as despesas que são realizadas para a manutenção de instalações e equipamentos e para a realização das funções administrativas.

Os sistema de custeio empresarial custos são de importância impar pois, sem sua perfeita previsão e controle, não é possível planificar e controlar a administração financeira de uma organização. Para funcionar, a empresa incorre em uma série de custos, tais como com matérias-primas, gastos financeiros e com pessoal, provisões para amortizações do desgaste físico e tecnológico das máquinas e equipamentos, além de outros.

Praticamente toda decisão implica em um custo, já que ao escolher uma opção estamos deixando de lado muitas outras.

CUSTOS DIRETOS E CUSTOS INDIRETOS

Esta classificação é importante para a gerência da empresa e para a determinação do custeio efetivo. Por exemplo: os custos diretos são aqueles identificados e aplicados diretamente em um determinado bem ou serviço; assim, a farinha de trigo e o fermento, na fabricação de pão. Já os custos indiretos são aqueles identificados com uma unidade produtiva mas, não diretamente com o produto ou serviço; é o caso do aluguel do prédio do hotel, de uma loja ou do galpão de uma fábrica. Dessa forma temos que:

CUSTOS DIRETOS – São custos que podem ser identificados diretamente com uma unidade do produto. Em um restaurante, é o caso dos custos decorrentes do consumo de material de cozinha e de bar, material de limpeza e mão-de-obra, segundo o período de tempo gasto com o bem ou serviço que esta sendo produzido. São os custos que são incorporados diretamente aos produtos e serviços. Por exemplo, a madeira em uma indústria de móveis, a embalagem em um lacticínio, a luz e força que um hotel consome na lavanderia etc.

CUSTOS INDIRETOS – São os custos relacionados com a elaboração dos produtos ou serviços, mas que não podem ser economicamente identificados com o que está sendo produzido. Por exemplo: a Depreciação do Ativo Imobilizado, a mão-de-obra do serviço de segurança, os imposto constantes (IPTU, IPVA etc.), os gastos com seguros, o funcionamento do almoxarifado etc. São os custos que não se relacionam diretamente com os produtos e serviços, mas se relacionam com a empresa como instituição.

Como os custos devem ser distribuídos entre os departamentos que produzem faturamento, as empresa lançam mão do sistema de rateio para dividir seus custos entre os chamados “setores produtivos”. Para isso existem vários métodos. Um deles é proporcional a receita dos vários departamentos do da empresas. Outro é pelo tamanho da área física que cada setor ocupa, no espaço total da empresa. O terceiro faz a distribuição dos custos diretos pelo volume da produção de cada departamento. Não há um método que seja o mais correto, pois a realidade de cada empresa recomenda “o que for melhor para ela”. Não é a empresa que deve se adaptar ao sistema; é o sistema que deve ser adequado à empresa. Em alguns casos, bastante específicos, estes custos podem ser rateados por um sistema misto. Em hotelaria, por exemplo, o rateio misto é o mais apropriado, pois nesse setor todos os custos são proporcionais à receita e à relevância individual de cada setor, isto é, à área ocupada e ao volume dos serviços.

CUSTOS FIXOS E CUSTOS VARIÁVEIS

Os custos fixos são aqueles que não variam em proporção ao volume de produção da empresa. Se uma fábrica de móveis produzir uma cadeira ou cem cadeiras, por exemplo, paga o mesmo aluguel do prédio, o mesmo IPTU, o mesmo salário do contador etc. Os custos variáveis são aqueles que variam de acordo com o volume produzido Tomemos como exemplo uma indústria de confecção que, para produzir dez peças de camisa usa “5” metros de tecido (5 metros / 10 peças = 0,5 metros de tecidos por peça); produzindo cem peças da mesma espécie gasta “50” metros do mesmo tecido (100 peças x 0,5 metros de tecidos por peça = 50 metros de tecidos).

Esta classificação de custos é de importância muito relevante para a fixação dos preços de venda e determinação do nível de produção mais rentável para a empresa. Por isso, os elementos básicos considerados para classificação dos custos, quanto ao aspecto de “variáveis” ou “fixos”, são os desembolso efetuados com:

a) MATÉRIAS-PRIMAS – Os gastos com a matéria-prima básica e outros insumos utilizados na elaboração dos produtos da empresa, ou os “materiais e produtos utilizados na produção de mercadoria ou na elaboração de serviços”.
b) MÃO-DE-OBRA – Representado pelo “dispêndio com o pessoal dos setores de produção”.
c) GASTOS GERAIS – Custos não relacionados com a produção, representados pelos “dispêndios necessários ao desenvolvimento das atividades operacionais, porem não aplicáveis diretamente na produção”, como, por exemplo, os impostos, os custos com venda, aluguel da área comercial, gastos administrativos etc.

Cada uma dessas categorias básicas de custo deve ter, por parte da administração da empresa, uma forma própria de controle e análise. Relativamente à mão-de-obra, por exemplo, deve ser utilizados “cartões de ponto” (para controle de horário); apontamentos que objetivam mensurar o tempo aplicado por cada empregado em determinada função ou tarefa etc. Estes apontamentos são desenvolvidos para apuração de custos, suporte ao sistema de pagamentos dos empregados, mensuração do nível de produtividade de cada empregado etc.

CUSTOS FIXOS – São aqueles que, a curto prazo, independem do nível de produção. Eles permanecem inalterados independentemente do número de peças produzidas e são originados pela própria existência da empresa e de sua estrutura, sem levar em conta se esta produz mais ou produz menos, até mesmo se está ou não produzindo. Por exemplo os juros, as depreciações etc. Na indústria de confecção, os custos fixos ocorrem se levar em conta o volume físico de camisas produzidas, ou seja, são custos que ocorrem independentemente da empresa produzir ou vender produtos ou serviços

Destaque-se que, a longo prazo, a empresa pode ser capaz de se ajustar totalmente as mudanças de circunstancias. Em outras palavras, os custos fixos podem ser adaptados aos fatores da realidade concreta. Por exemplo, se as vendas caírem a empresa pode “trocar” um prédio grande por um menor, assim caem as despesa de aluguel, de depreciação, de IPTU; pode reduzir as despesas financeiras etc.

CUSTOS VARIÁVEIS – Ao contrario dos custos fixos, os custos variáveis oscilam conforme a quantidade empregada dos “fatores variáveis” e, portanto, do volume da produção. Na mesma indústria de confecção, eles variam conforme o volume de “camisas” e “calças” produzidas, pois quanto maior for o número de itens fabricados maior serão os custos com matérias-primas etc. Os custos variáveis oscilam em função do volume físico de produtos ou serviços, que aumentam e diminuem de acordo com a alteração da quantidade de produtos ou serviços produzidos.

Os conceitos de custos variáveis e de custos fixos são determinantes para a analise de custos, preços e volume de produção e serviços e, principalmente, para a evidência da margem contribuição e do ponto de equilíbrio da organização.



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