Category Archives: Contabilidade de Custos

Ponto de Equilíbrio

Texto completo em formato Word,

Desculpe! Arquivo indisponível para download.

 

Conceitos Funtamentais sobre Custos

1. CONCEITOS GERAIS

Custo é uma certa quantidade em recursos financeiros correspondentes a aquisição de bens materiais e imateriais, trabalho e serviços consumidos pela empresa, necessários à produção de seus bens e serviços, bem como as despesas que são realizadas para a manutenção de instalações e equipamentos e para a realização das funções administrativas.

Para funcionar, as empresas incorrem em uma série de dispêndios (aquilo que se gasta, se consome) com matérias-primas, gastos financeiros, com pessoal, provisões para amortizações do desgaste físico e tecnológico das máquinas e equipamentos, além de outros. Por isso é que os sistemas de custeio empresarial são de importância impar, pois não é possível planificar e controlar a administração financeira de uma organização, sem a perfeita previsão e controle desses desembolsos.

Praticamente todas as decisões, administrativas ou técnicas, de uma sociedade implicam em um custo concomitante e diferenciado, já que ao escolher uma opção o administrador está deixando de lado muitas outras que, certamente, ocasionariam desembolsos em montantes diferentes.

A análise dos fundamentos do sistema de custeio de uma organização leva a uma avaliação de todos os dispêndios que constituem o valor de suas aquisições e, ao mesmo tempo, de sua correta aplicação, pois que eles estão intimamente ligados com o êxito do planejamento empresarial. A “qualidade” dos custos (diretos, custos indiretos, custos fixos e custos variáveis) está integrada à realização de uma obra lucrativa.

Custos como o da aquisição de um terreno, dos impostos, do pagamento de serviços, tanto públicos quanto serviços privados e, ainda, da aquisição dos direitos de emprego das riquezas naturais, são condições muito variáveis de situação para situação. Este é o campo do estudo dos fundamentos dos custos.

A construção de um prédio para instalação de uma empresa, em condições que satisfaçam as exigências do mercado, requer uma soma grande de valores que incluem elementos tais como terreno, edificação, máquinas, equipamento e mobiliário. Para isso é necessário haver uma administração contábil muito qualificada. Esta condição prevalece também nos casos de reforma, ampliações e modificações em sua estrutura (o que ocorrem frequentemente), pois o produto da sociedade é “consumido” pela sua utilização.

2. TERMINOLOGIA

A palavra custo é, geralmente, atribuída aos dispêndios de uma maneira geral. Assim procedendo, não haveria diferença quanto à natureza, causa e finalidade na utilização dos recursos das sociedades empresariais. Entretanto, há que se fazer uma separação para que se possa identificar a sua origem, tanto funcional como gerencial. Por isso é que é necessário separá-los em três categorias distintas:

• Custos – São aqueles voltados diretamente para elaboração de produtos ou serviços, que se constituam no objeto social da empresa e que devem gerar receitas. Aqui se enquadram os insumos em gerias (inclusive as matérias-prima básicas), mão-de-obra, alugueis, seguro etc.

• Despesas – São aqueles os dispêndios compulsórios das empresas, aqueles que as empresas fazem de maneira compulsória. Nessa categoria estão todos os tributos – impostos, taxas e contribuições sociais.

• Gastos – São os desembolsos efetuados pelas empresas de forma voluntária, compreendendo contribuições para organizações culturais ou filantrópicas, por exemplo.

• Investimentos – São os valores utilizados para a formação ou ampliação do Ativo imobilizado da empresa, com a aquisição de terrenos. com a aquisição e construção de prédios ou com a aquisição ou fabricação de maquinas, equipamentos e outros instrumentos de trabalho. Note-se que somente devem sem considerados os custo de fabricação de maquinas, equipamentos e outros instrumentos de trabalho quando esses itens forem para uso próprio.

A técnica usada no sistema de custeio, ou custeamento, consiste especificamente no estudo, demonstração e análise das origens e destino dos custos, fornecendo subsídios para a administração.

O armazenamento de informações, se baseado em técnicas contábeis corretas, pode fornecer ao sistema de contabilidade de custos elementos que, uma vez compilados, propiciam a geração de relatórios e análise que norteiam a gestão administrativa das empresas. Nessas condições, os contadores podem desenvolver um trabalho ordenado dos registros das operações, considerando o emprego do custeio direto e o custeio de reposição como fator de avaliação dos preços e, para tanto, utilizam-se dos chamados códigos de custos. Estes códigos, geralmente, são representados por no mínimo três grupos de seqüências numéricas, de modo a indicar:

a) O centro de custo, ou seja, o departamento que efetuou ou despendeu o gasto que se está classificando.

b) O tipo de despesa, ou seja, o bem, produto, serviço etc. consumido ou aplicado nos serviços próprios do setor hoteleiro.

c) A que produto ou serviço o custo foi aplicado.

Nas grandes organizações, geralmente parte dos valores é aposta em documentos identificadores dos custos dos departamentos onde estes foram gerados, sendo posteriormente complementados pela Controladoria ou pela Contabilidade. Por exemplo: o código que indicam o departamento de geração do custo é informado pelo próprio departamento e o restante da numeração é complementada pela Contabilidade. Esses dados são armazenados e processados, gerando-se as informações relacionadas com os custos, de forma a propiciar a elaboração dos relatórios necessários à boa gerência financeira. O entendimento da sistemática de apuração de custos implica na necessidade de conhecimento e aplicação de uma determinada terminologia específica, desenvolvida pela ciência da contabilidade.

Os principais termos utilizados pelos sistemas de custeio são:

• CENTRO DE CUSTOS – São as unidades nas quais são realizadas as acumulações de custos. Normalmente a acumulação é feita por um departamento, mas, pode haver tantas subdivisões quantas sejam necessárias. Assim pode haver custeio por uma seção ou até por uma máquina, guardando-se sempre a noção de relevância dos valores que estas unidades representam, em dos valores envolvidos ou da importância da informação gerencial evidenciada.

• UNIDADES DE CUSTO – Representam a totalização de custos por lotes, pedidos ou outras unidades de medida utilizadas para fornecimento de serviços aos clientes da empresa. Por exemplo, o Setor de Eventos de um hotel recebe um pedido para promoção de um banquete e cria uma “ordem de serviço” para acumular os dispêndios de sua preparação, objetivando apurar o seu custo efetivo.

• CUSTOS – É a avaliação em unidades de dinheiro de todos os bens materiais e imateriais, trabalho e serviços consumidos pela empresa, na produção de seus produtos ou serviços, bem como aqueles consumidos na manutenção de suas instalações e equipamentos.

3. CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS

Para a gerência da empresa, é importante que os custos sejam divididos conforme a sua origem, de forma que se possa determina o custeio efetivo. Isso porque há custos perfeitamente identificados e aplicados diretamente em um tipo de produto ou serviço, enquanto outros são do negócio como um todo e não somente de um dado produto ou serviço. Tomando-se uma revenda de automóvel como exemplo: o valor pago à montadora pela aquisição de um veículo para revenda, seria custo direto do departamento de “Venda de Veículos”; o valor pago pelo aluguel do prédio, seria custo indireto, pois teria que ser rateado entre os departamentos de “Venda de Veículos”, “Peças” e “Serviços”.

Para que os custos possam ser perfeitamente quando a sua origem, devem ser classificados da seguinte forma:

a) CUSTOS DIRETOS – São os custos que podem ser identificados diretamente com uma unidade de um produto ou serviço, que nele são incorporados diretamente – observado o período de tempo em que foi elaborado. Estes custos não deixam dúvida, pois eles são apropriados ao produto, sem necessitar rateio.
Devido a sua irrelevância ou por serem difíceis de ser medidos rigorosamente, alguns custos diretos podem ser classificados com indiretos e assim lançados nos custos de produção. Por exemplo: em uma fábrica de móveis seria preciso colocar um medidor em cada uma das varias máquinas, para se medir a quantidade exata de luz e força utilizada na elaboração de um produto. Além de resultar em uma apuração irrelevante, esse seria um processo difícil e muito caro. Nestes casos recomenda-se a apropriação como custo indireto.

b) CUSTOS INDIRETOS – São os custos relacionados com a elaboração dos produtos e serviços, mas que não podem ser economicamente identificados com o que está sendo produzido e que não se relacionam com a sua execução.
Deve-se observar que os custos com mão-de-obra podem ser classificados como custos diretos ou indiretos, depende da função exercidas pelos funcionários. O salário de um cozinheiro é um custo direto, pois sua mão-de-obra é voltada para os produtos preparados na cozinha. Já o salário de um segurança é classificado como custo indireto e rateado por vários departamentos da empresa, pois seu serviço está ligado a vários setores; ele presta serviço aos setores de produção, vendas, administração geral etc. Todos os processos que se utilizam de divisão para a associação a um produto, por meio de estimativa ou por medição direta, evidencia um custo indireto.
Entre os custos indiretos há uma divisão entre menos indiretos e mais indiretos. Os menos indiretos são alguns materiais de consumo, pois são quase indiretos (por exemplo, os lubrificantes utilizados em máquinas e equipamentos). Os mais indiretos são similares aos salários de segurança.
Para a distribuição dos custos indiretos existem vários métodos. Os sistemas mais comuns são os que fazem o rateio proporcional ao faturamento dos vários departamentos, proporcional ao volume da produção de cada setor ou pela área física que cada setor ocupa. Estes custos também podem ser rateados por um sistema misto. Na há um sistema indicado para todas as empresa. O sistema deve se adaptar à empresa, e não o contrário.

3.1 Depreciação

Os custos com a Depreciação do Ativo Imobilizado são considerados como custo indireto. Isso porque: a) os imóveis, máquinas e equipamentos geralmente são de uso comum a todos os departamentos da empresa; b) o seu valor representa uma perda do valor de uso de um determinado bem, considerando-se o seu desgaste físico ou tecnológico, que provoca um decréscimo do valor original.

Utiliza-se o seguinte critério para evidenciar o valor da depreciação:

Depreciação = Custo original do bem x Tempo de uso do bem / Vida útil do bem

Onde:

Depreciação: Despesa considerada pelo uso efetivo do bem ou o decréscimo do seu valor original.

Custo original: Valor de aquisição do bem.

Vida útil: Tempo (calculado em anos) projetado para o uso do bem pela empresa, considerando o seu desgaste físico e/ou tecnológico.

Tempo de uso: Tempo decorrido entre a data de aquisição do bem e a data da apuração da depreciação.

4. CUSTOS FIXOS E CUSTOS VARIÁVEIS

Os custos fixos são aqueles que não variam em proporção ao volume de produção da empresa. Se uma fábrica de móveis produzir uma cadeira ou cem cadeiras, por exemplo, paga o mesmo aluguel do prédio, o mesmo IPTU, o mesmo salário do contador etc. Já os custos variáveis são aqueles que variam de acordo com o volume produzido Tomemos como exemplo uma indústria de confecção que, para produzir dez peças de camisa usa “15” metros de tecido (15 metros / 10 peças = 1,5 metros de tecidos por peça); produzindo cem peças da mesma espécie gasta “150” metros do mesmo tecido (100 peças x 1,5 metros de tecidos por peça = 150 metros de tecidos). O crescimento do custo com a matéria-prima “tecido” cresceu proporcionalmente ao crescimento da produção.

Esta classificação de custos é de grande importância para a fixação dos preços de venda e determinação do nível de produção mais rentável para a empresa. Por isso, alguns elementos básicos são de muita relevância para classificação dos custos, quanto ao aspecto de “variáveis” ou “fixos”. Entre eles estão os desembolsos efetuados com:

• Matérias-Primas – Os custos com a matéria-prima básica e outros insumos utilizados na elaboração dos produtos e serviços da empresa, ou os “materiais e produtos utilizados no processo de produção de mercadoria ou na elaboração de serviços”.

• Mão-de-Obra – Representado pelo “dispêndio com o pessoal dos setores de produção”.

• Gastos Gerais – Custos não relacionados com a produção, representados pelos “dispêndios necessários ao desenvolvimento das atividades operacionais, porem não aplicáveis diretamente na produção”, como, por exemplo, os impostos, os custos com venda, aluguel da área comercial, gastos administrativos etc.

Cada uma dessas categorias básicas de custo deve ter, por parte da administração da empresa, uma forma própria de controle e análise. Relativamente à mão-de-obra, por exemplo, devem ser utilizados meios para evidenciar o tempo efetivamente utilizado – cartões de ponto ou outro tipo de apontamentos que objetivam mensurar o tempo aplicado por cada empregado em determinada função ou tarefa etc. Estes apontamentos são desenvolvidos para apuração de custos, suporte ao sistema de pagamentos dos empregados, mensuração do nível de produtividade de cada empregado etc.

Tempo por base esses conceitos sobre a natureza dos custos fixos e dos custos variáveis, pode-se, então, estudá-los de forma detalhado, como segue:

a) CUSTOS FIXOS – São aqueles que, a curto prazo, independem do nível de produção. Eles permanecem inalterados independentemente do número de peças produzidas e são originados pela própria existência da empresa e de sua estrutura, sem levar em conta se esta produz mais ou produz menos, até mesmo se está ou não produzindo. Por exemplo os juros, as depreciações etc. Na indústria de confecção, os custos fixos ocorrem sem levar em conta o volume físico de camisas produzidas, ou seja, são custos que ocorrem independentemente da empresa produzir ou vender produtos ou serviços.
Destaque-se que, a longo prazo, a empresa pode ser capaz de se ajustar totalmente as mudanças de circunstancias. Em outras palavras, os custos fixos podem ser adaptados aos fatores da realidade concreta. Por exemplo, se as vendas caírem a empresa pode “trocar” um prédio grande por um menor, assim caem as despesa de aluguel, de depreciação, de IPTU; pode reduzir as despesas financeiras etc.

b) CUSTOS VARIÁVEIS – Ao contrario dos custos fixos, os custos variáveis oscilam conforme a quantidade empregada dos “fatores variáveis” e, portanto, do volume da produção. Na mesma indústria de confecção, eles variam conforme o volume de “camisas” e “calças” produzidas, pois quanto maior for o número de itens fabricados maior serão os custos com matérias-primas etc. Os custos variáveis oscilam em função do volume físico de produtos ou serviços, que aumentam e diminuem de acordo com a alteração da quantidade de produtos ou serviços produzidos.

Os conceitos de custos variáveis e de custos fixos são determinantes para a analise de custos, preços e volume de produção e serviços e, principalmente, para a evidência da margem contribuição e do ponto de equilíbrio da organização.

4.1 Custos Semifixos e Custos Semivariáveis

Há situação que exigem um maior grau de detalhamento sobre a ocorrência dos os custos. Nesse caso encontramos custos que têm características variáveis, como segue:

a) Custos Semifixos – Na realidade, os custos devem ser predefinidos de acordo com o comportamento histórico do seu registro na empresa, porém com larga margem de flexibilização. Determinados serviços terceirizados podem sempre ser considerados como um custo de um determinado setor porém, em certa época do ano, alguns departamentos fazem contratação de mão-de-obra terceirizada em maior quantidade e por um longo período; aquele procedimento deve sofrer alteração, cabendo à Controladoria adequá-lo à nova situação. Estes gastos adicionais são considerados como Custos Semifixos, pela elevação que ocorre historicamente. Por exemplo, a variação da taxa de ocupação do hotel, sempre registrada em determinada época, exige um tratamento que evidencie essa ocorrência.

b) Custos Semivariáveis: Alguns especialistas consideram que certos custos podem ser classificados como Custos Semivariáveis, por possuírem, ao mesmo tempo, características dos custos fixos e variáveis. Considerando-se o consumo de energia elétrica de um hotel, têm-se duas alternativas. Na primeira, esse custo pode ser dividido; parte como Custo Fixo (parcela consumida pelas áreas comuns e administrativas) e parte como Custo Variável (consumo dos hóspedes). Na segunda, todo o consumo de energia elétrica seria considerado como um Custo Semivariável, rateado sob critérios específicos para as características do estabelecimento. A divisão de custos de uma empresa deve ser relativa à sua operacionalidade, não há uma regra única e rígida para todas as situações.

PONTO DE EQUILÍBRIO – Programa

A alteração dos “Valores” e da “Capacidade Máxima” (quadro verde), altera a formatação da planilha.

Para baixar o programa de Ponto de Equilíbrio clique aqui ou na figura abaixo

Custos ABC: Prospecção de Conhecimentos

Questão 1: Quais os fatores que têm contribuído para que o sistema de custeio baseado nas atividades (Activity Based Costing) seja adotado por um número cada vez maior de empresas?
Resposta: Três foram os principais fatores que forçaram as empresas a adotarem o sistema de custeia baseado por atividade:
a) A globalização e as inovações tecnológicas nas áreas de informática e de comunicações, que permitiram rápida e extraordinária mudança no perfil da demanda e oferta de bens e serviços, em nível mundial.
b) A concorrência de empresas já inseridas no cenário de mercado global e que, conseqüentemente, já se adequaram a um sistema de enxugamento de custos e de produção em escala economicamente rentável.
c) A necessidade de um novo sistema que evidencie os custos empresariais de uma forma racional, isto é, pelo desempenho das várias atividades desenvolvidas dentro da organização. Só assim, as empresas podem sobreviver nesse cenário de maior concorrência, menores custos, mais eficiência.

Questão 2: Se o custeio ABC não é um sistema contábil, então qual a sua finalidade?
Resposta: O objetivo do custeio ABC é evidenciar o custo efetivo de cada uma das várias atividades desenvolvidas nos vários processos (compra, armazenamento, produção, embalagem, transporte, vendas, administração etc.) existentes dentro da empresa. É um sistema gerencial voltado à minimização dos custos e, por conseqüente, à maximização dos resultados, dos lucros da empresa, determinando como os custos indiretos devem ser rateados e qual a parcela do rateio que deve ser atribuída a cada produto ou serviço, de acordo com o tipo de atividade que gerou esses custos. É um método extra-contábil que permite obter, de forma detalhada, os custos de cada atividade da empresa, facilitando a identificação dos produtos rentáveis e dos não rentáveis e das atividades que agregam ou não agregam valor aos produtos.

Questão 3: Para efeito do sistema de custo ABC, o que se entende por “atividade”?
Resposta: Atividade é uma ação ou tarefa que reúne pessoas, materiais, recursos tecnológicos e financeiros com uma finalidade determinada. Por exemplo: o setor de vendas de uma empresa pode, na realidade, está realizando várias funções e não somente vendendo. Pode está, formalmente ou não, realizando atividades tais como: desenvolvimento de clientes-chaves, identificação das necessidades dos clientes, promoção de produto, pesquisa de mercado etc. Por outro lado, os setores de compra, almoxarifado e expedição podem estar envolvidos na atividade “transporte”. Partindo-se desse enfoque, chegamos a conclusão que todos os departamentos e processos de uma empresa possuem várias atividades e que uma mesma atividade pode ser realizada, complementar ou paralelamente, em vários departamentos ou processos.

Questão 4: O que significa “tecnologia de produzir” e “tecnologia do produto”, como esses dois fatores afetam a empresa e qual a sua importância para o custo ABC?
Resposta: A “tecnologia de produzir” é um processo criativo que se inicia na busca de meios para se atenderem as necessidades humanas. Pode-se dividir a criação tecnológica em três fases distintas: a inventiva, a inovação e a aplicação prática. A primeira é a fase de “criação”, de pesquisa e de formulação da nova maneira de se fazerem as coisas. A segunda, a da “inovação” tecnológica, é quando acontece a descoberta dos novos métodos, instrumentos, sistemas de elaborar, armazenar, transportar e financiar a produção dos bens, com resultados melhores do que os obtidos anteriormente. A fase final é a “aceitação da nova tecnologia”, configurada em um conjunto de princípios, métodos, instrumentos e processos aplicados às atividades produtivas. Por sua vez, a “tecnologia do produto” está ligada ao nível tecnológico “incorporado” ao produto. Se tomarmos uma fábrica de televisores como exemplo, teríamos como “tecnologia de produzir” a maneira como a empresa monta o televisor. Se ele é montado em uma bancada individual, todas as etapas de produção são realizadas por uma mesma pessoa; se é montado em uma linha de produção, cada etapa é realizada por uma pessoa diferente; se é montado por mecanismo automático, todas as etapas são realizados por robôs. A “tecnologia do produto”, ainda no mesmo exemplo, está envolvida com a qualidade do televisor produzido. O tamanho do aparelho, se é colorido ou preto e branco, se tem controle remoto ou não, se é comum ou digital, se possui tubo de imagem ou tela de plasma etc.

Questão 5: O que se entende por “cliente interno”?
Resposta: Entende-se como “cliente interno” todo o quadro funcional da empresa, envolve os empregados de todos os escalões e departamentos e, ainda, os próprios diretores. A empresa possui uma série de atividades que, para se realizarem, exigem o trabalho em equipe. Daí a importância do comprometimento na realização das tarefas que, em última análise, são todas elas interdependentes, isto é, são dependentes umas das outras. Senão vejamos: o cliente interno do almoxarifado é o setor de produção, cujos clientes são os departamentos de expedição e de vendas. É o bom atendimento ao cliente interno que faz com que o cliente externo seja atendido contentamente.

Questão 6: Explique “ciclo de vida dos produtos” e “diversificação de utilidade para os produtos”.
Resposta: O “ciclo de vida dos produtos” considera o tempo compreendido entre a sua concepção, pesquisa de mercado, planejamento do modelo, desenvolvimento do design, escolha das tecnologias de fabricação e do produto, uso do produto, análise dos produtos semelhares dos concorrentes (existentes ou em desenvolvimento), fontes de matérias-primas, mercado comprador, produção efetiva, embalagem, transporte, venda até a data quando não mais for aceito pelo mercado. É, portanto, o período que vai desde a sua concepção até quando ainda for aceito pelo mercado e a sua produção seja rentável pela empresa. Quanto à “diversificação de utilidade para os produtos” esta está ligada diretamente ao uso que a sociedade faz do produto ou à tecnologia contida no produto. Vejamos alguns exemplos: no início a fotografia tinha uso apenas por ser imagens de pessoas ou coisas. Depois (sem necessariamente adicionar novas tecnologias) a sociedade passou a usá-la para registrar a ocorrência de fatos (fotos dos jornais e revistas) e como elemento de identificação das pessoas nos documentos de identidade, passaportes etc. No caso dos telefones foi a tecnologia contida no produto que lhe deu uso múltiplo. Há os fixos e os transportáveis. Servem para falar com as pessoas, mais alguns servem também como máquinas de calcular ou de vídeo games, para receber mensagens (em substituição ao pagers), para ligações pela Internet e como máquina fotográfica.

Questão 7: Explique “cultura organizacional”.
Resposta: Três elementos chaves fazem uma organização ser competitiva no mundo globalizado: o capital (ainda fator determinante); as leis que regem a atuação do setor em que ela atua; o conhecimento tecnológico, as informações que a empresa dispõe e o como as utiliza. Ao conjunto desses três últimos fatores (tecnologia, informações e o como os utiliza) é que dá o nome de “cultura organizacional”. Se uma empresa detiver tecnologia (de produção ou de produto) mas não tiver as informações do mercado, fatalmente estará fadada ao fracasso. Se possuir tecnologia e informações mas não souber fazer uso delas, dificilmente terá êxito. O sucesso das empresas está em fazer a interação desses fatores. À essa integração, à maneira como as empresas usam a tecnologia e as informações é que se dá o nome de “cultura organizacional”.

Questão 8: De que maneira fatores tais como “ciclo de vida dos produtos”, “diversificação de utilidade para os produtos” e “cultura organizacional” se transformam em elementos essenciais para que as empresas passem a usar o sistema de custeio baseado nas atividades?
Resposta: Como o sistema de custeio baseado nas atividades tem por objetivo evidenciar as atividades essências e as não essências para as empresas, as rentáveis e as não rentáveis, necessita de elementos que contemplem aspectos tais como: período de amortização dos investimentos com o projeto, pesquisa e desenvolvimento do produto (ciclo de vida); características do mercado comprador (uso dos produtos) e como a empresa elabora o produto (cultura organizacional). A necessidade de “dar valor” a essas atividades é que faz com que as empresas passem a usar o custo ABC.

Questão 9: Por que o sistema ABC evidencia da situação real da empresa, “quando analisa as funções exercidas pelos seus vários setores e estabelece critérios para o rateio dos custos diretos e indiretos tendo por base essas atividades”?
Resposta: Para a alocação dos custos diretos, os sistemas tradicionais de custeio tomam por base a origem dos dispêndios e sua relação com os diversos produtos da empresa. O rateio dos custos indiretos é feito de forma quase que aleatória, baseados em elementos tais como receitas, volume da produção e área ocupada. Ao transferir a alocação e o rateio dos custos para as atividades que originaram o dispêndio, o sistema ABC identifica o custo real de cada produto, quais os produtos lucrativos ou não, qual a margem de contribuição real de cada um deles, ao mesmo tempo em que evidência se há necessidade de agregar inovações tecnológicas etc.

Questão 10: No sistema ABC, o que se entende por “relação custo x benefício”, sabendo-se que as empresa têm várias atividades nos seus vários processos, que há processos que envolvem várias atividades e que os custos têm que ser alocados nas atividades e não nos processos, como é nos sistemas contábeis normais?
Resposta: Ao se identificar as várias atividades que existem em cada processo, é possível identificar todas as atividades existentes na empresa pela soma das atividades dos vários processos. Como o custeio ABC também evidencia as receitas pelo faturamento das atividades-produtos, torna-se fácil saber se o custo de cada produtos esta sendo coberto pela receita que proporciona (relação custo x benefício). Vai mais, ainda, ao identificar se o nível da lucratividade obtida é compensador.

Custo ABC

Este texto nada mais é do que a reunião de apontamentos de aulas e não deve ser tomado como base principal para o estudo da matéria. Para um aprendizado correto nada substituiu o livro didático. Em cada texto há a bibliografia que recomendamos para que o aluno tenha o perfeito conhecimento da disciplina.

ABC – CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADES

NAKAGAWA, Masayuki. ABC: custeio baseado em atividade. São Paulo: Atlas, 1994 (p. 11 e seguintes).

O custeio ABC (Activity Based Costing) vem se impondo recentemente como sistema de controle dos custos, graças aos seguintes principais fatores:

a) Como conseqüência da globalização e das inovações tecnológicas nas áreas de informática e de comunicações, que permitiram rápida e extraordinária mudança no perfil da demanda e oferta de bens e serviços em nível mundial.
b) Além de terem que adotar internamente os princípios da economia de escala, as empresas agora têm que enfrentam concorrentes inseridos no cenário de mercado global (que lutam por menores custos), para poderem oferecer menores preços de venda.
c) Para sobreviver neste cenário, as empresas têm que adotar uma nova forma de análise de custos.

Entretanto, o sistema ABC não é um sistema de acumulação de custos para fins contábeis, em substituição aos já existentes. Os métodos tradicionais de custeio (custeio por quantidade produzida, por absorção ou variável), têm suas áreas próprias e específicas de eficácia e são absolutamente insubstituíveis.

Alguns fatores complementares empurram as empresas para o custeio ABC, entre eles: a redução do ciclo de vida dos produtos, a proliferação de linhas de produtos e serviços, a competição entre as empresas em nível global e a explosão tecnológica. Neste contexto, o que se observa é que cada vez mais ganha importância a economia projetada, adicionalmente à economia de escala.

A resposta das empresas diante deste quadro tem sido:

a) Redução do tempo gasto nas etapas de projeto, produção e entrega de produtos e serviços.
b) Eliminação de desperdício.
c) Redução de custos, através do uso eficientes dos recursos da empresa.
d) Aperfeiçoamento contínuo da qualidade dos produtos e serviços.
e) Melhoria no atendimento aos clientes externos e internos.
f) Mudança na cultura organizacional.
g) Fomento às inovações tecnológicas.

ABC ACTIVITY BASED COST

PRICE WATERHOUSE. ABC: activity based cost, in Custo como ferramenta gerencial. Conselho Regional de Contabilidade de SP. São Paulo: Atlas, 1995 (p. 15 e seguintes).

Uma empresa é um conjunto de atividades, cada uma composta por tarefas que transformam os recursos da organização, sejam estes mão-de-obra ou outros insumos (custos e despesas) que devem agregar valor aos produtos. Então, a partir da análise da relação custo x benefício da atividade dos vários processos e dos custos de cada atividade, é possível avaliar a eficácia da empresa. Portanto, a empresa nada mais é que a soma das atividades desempenhadas por cada um dos seus vários processos (compra, produção e venda por exemplo) e dos seus produtos, que nada mais são do que o somatório do custo das matérias-primas que os compõem, adicionado aos custo das atividades realizada para sua confecção.

Para formar o seu sistema de custo, a empresa tem como as melhores fontes de informação o mercado (fornecedor de seus insumos e comprador de seus produtos) e o seu próprio sistema de análise de custos. O primeiro evidencia a preferência dos consumidores; o segundo demonstra a eficiência (ou ineficiência) da empresa na gestão dos seus recursos. Entretanto os sistemas convencionais de custeio, que simplesmente lançam as despesas em contas dos centros de custos, não mais propiciam as informações necessárias para responder a questões como:

a) Qual é o custo real de cada produto?
b) Quais produtos/clientes são lucrativos e quais geram prejuízos?
c) Qual é a margem de contribuição de cada produto?
d) Quais processos compõem o negócio e qual seu custo?
e) Quais são os ganhos obtidos com iniciativas de melhoria?
f) Existem atividades alternativas às que hoje compõem cada processo que gerariam maiores ganhos?

A administração dos custos diretos (voltada para uma produtividade máxima) e o controle sobre os custos indiretos (que hoje são muito mais significativos), são a base para a metodologia de apuração de custeio baseado em atividades (ABC), que facilita consideravelmente a análise do negócio por processos e elimina a aleatoriedade dos critérios de rateio atualmente usados. Vejamos um exemplo comparativo dos dois sistema, o tradicional e o ABC:

Custos Padrão: Prospecção de Conhecimentos

Questão 1: Explique o que é “custo padrão”, definindo seus objetivos específicos.
Resposta: O custo padrão é uma perspectiva de custo de produção, baseada em nos custos históricos da empresa (corrigidos pelas tendências do mercado), considerando condições normais de eficiência de mão-de-obra, uso de matéria-prima, máquinas e equipamentos, abastecimento do mercado fornecedor, da demanda do mercado consumidor etc. Seus objetivos específicos são: Apurar os desvios do realizado em relação ao previsto; identificar as causas dos desvios e adotar as medidas corretivas para não-reincidência de erros ou para melhoria do desempenho.

Questão 2: Quais as etapas fundamentais para a implantação e funcionamento do “custo padrão”?
Resposta: Levantamento de dados, análise; depuração e ajuste dos dados históricos da empresa às tendências do mercado; formatação do pré-projeto; discussão do pré-projeto com as gerências departamentais; elaboração do projeto a ser apresentado à Diretoria da empresa; aprovação do projeto pela Diretoria; implantação do sistema; acompanhamento (“custo padrão” x “custo real”) e revisões periódicas.

Questão 3: Se os “custos históricos” da empresa não oferecerem condições para a realização dos lucros esperados, qual a atitude que os responsáveis pelo sistema de “custo padrão” devem tomar, visando corrigir as distorções?
Resposta: Ampliar o número de fornecedores, estudar alternativas de substituição de matérias-primas sem que o produto perca qualidade, analisar as condições de compra das matérias primas. Analisar a possibilidade de reduzir os prazos de armazenagem dos insumos.

Questão 4: Se nos anos anteriores a empresa usou quantidades desiguais de vários produtos, como deve ser feito o levantamento e análise desses dados para composição do custo padrão?
Resposta: Primeiro deve-se fazer a homogeneização das quantidades, tomando-se por parâmetro a quantidade padrão de comercialização. Por exemplo: tinta, lata de 18 litros; cimento, saco de 50 quilos; tijolos e telhas, milheiro; madeira, metro cúbico ou linear conforme o caso; louça e ferragens de banheiro, unidade etc. Em seguida, verificar os “custos históricos” e as tendências de preço do mercado fornecedor, encontrando o “custo padrão”. Por último ajustar o “custo padrão”, multiplicando-o pela quantidade que vai ser usada no produto estudado.

Questão 5: De que forma o “custo padrão” contribui para a redução dos custos da empresa?
Resposta: Primeiro porque, paralelamente a implantação do sistema de custo padrão, a empresa cria a “cultura da redução dos custos”, fato que passa a nortear o trabalho de todos os ocupantes de cargos de chefia. Depois porque o próprio sistema estabelece rotinas de otimização de uso de máquinas, de mão-de-obra e de insumos, visando evitar desperdícios. Há, ainda, o fato de que as rotinas de compra exigem consultas a um maior número de fornecedores, de forma a evidenciar e a escolher o menor preço.

Questão 6: Pode o “custo padrão” contribuir para o aumento das receitas da empresa? Justifique.
Resposta: Sim, pode. Ao reduzir os custos (vide questão anterior) de seus produtos, a empresa passa a ter condições de também poder reduzir seus preços de venda, de forma a ganhar uma situação melhor de concorrência, o que possibilitará o ganho de uma maior faixa do mercado. Assim, mesmo vendendo por um preço menos, venderá uma quantidade maior e, conseqüentemente, terá receitas maiores. Esse é o conceito de “economia de escala”: minimização dos custos, maximização da eficiência no uso dos recursos disponíveis (máquinas, mão-de-obra, capitais, logística etc.), aumento da produção, ganho de mercado e crescimento das vendas e do lucro.

Questão 7: Qual a justificativa para que as correções nas planilhas de “custo padrão” sejam realizados quase sempre por um valor maior do que o custo histórico?
Resposta: Se o “custo padrão” é um custo estimado, ele deve ser calculado com a maior possibilidade de acerto. Assim, sendo os “custos históricos” obtidos através do levantamento dos gastos médios ocorridos em períodos passados, eles não contêm a totalidade das perspectivas de custos futuros. Essas perspectivas devem levar em conta outros fatores, tais como: a inflação, as tendências de aumentos reais por escassez de insumos etc. Esses elementos é que determinam os “custos corrigidos”.

Questão 8: Se na formatação do “custo padrão” são considerados apenas os valores corrigidos, qual a importância dos “custos históricos”?
Resposta: Sendo os “custos históricos” a síntese das medidas de gastos, valor e qualidade de um produto, ocorridos no passado da empresa, sua importância está justamente em fornecer aos administradores um parâmetro comparativo da evolução do sistema de custeio da organização. São, também, as bases para as correções nas planilhas que estabelecem os custos pré-determinados.

Questão 9: Por que quando ocorrem custos menores que os previstos devem ser explicados, os responsáveis pelos respectivos setores têm que explicar essas variações?
Resposta: Todas as divergências entre o “custo padrão” e o “custo real” devem ser explicadas, exceto aquelas que representem valores imateriais. Se a variação for para menos, essa pode evidenciar situações bem diferentes. Se for por erro na elaboração do “custo padrão”, este deve ser corrigido. Se for por uma tendência momentânea do mercado ou uma negociação especial com fornecedores, não há por que alterá-lo.

Questão 10: Qual deve ser a atitude da administração da empresa, se os valores de mercado apontam para custos projetados superiores aos valores de venda, considerando que os custos já são os menores e os preços de venda já são os maiores possíveis?
Resposta: Aqui temos duas soluções possíveis. Se a emprese estiver trabalhando com “capacidade ociosa” (máquinas e equipamentos trabalhando menos do que o que poderiam ser usados), a solução seria aumentar a produção e as vendas. Muito embora houvesse um aumento dos custos variáveis, os custos fixos permaneceriam no mesmo nível o que resultaria na redução dos custos totais. Outra solução seria se a empresa já tivesse usando máquinas e equipamentos em sua capacidade máxima. Nessa situação seria redirecionar os recursos para a elaboração de produto ou produtos alternativos.

Custo Padrão

(Texto copilo do seguinte livro: CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DE SÃO PAULO. Curso sobre contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 1992 (p. 116 a 119).

Elaboração: Trevisan & Associados / Expositor: Ivete Fava

“1. CONCEITOS

Sistema de custeio real

Sistema de custeio real implica a utilização apenas de valores históricos dos insumos já aplicados no processo de produção. Portanto, os custos do produto ou do período são calculados somente após a realização da produção e o lançamento de todos os custos do período, o que, na maioria das empresas, ocorre com freqüência mensal.

Com a utilização deste sistema [custo real], um produto fabricado no início do mês terá seus custos conhecidos no mínimo em cerca de trinta dias.

Sistema de custeio predeterminado

No sistema de custeio predeterminado [custo padrão] utilizam-se valores previstos com base nas especificações do produto, nos elementos de custo e nas quantidades de produção. Os custos são apurados antes de realizada a produção.

O custeio predeterminado, em função de suas características, pode ser classificado como:

Estimado – é estabelecido com base em custos de períodos anteriores ajustados em função de expectativas de ocorrências futuras, porém sem muito questionamento sobre as quantidades (materiais/mão-deobra) aplicadas nos períodos anteriores e os respectivos custos.

O conceito de custo estimado é, em geral, utilizado para cálculo das taxas de aplicação dos custos indiretos de fabricação, podendo, entretanto, ser estendido aos custos diretos.

Padrão – é estabelecido com mais critério do que o estimado, conforme detalhado nos itens a seguir. O padrão representa o custo que um produto deveria custar, em condições normais de eficiência da mão-de-obra e dos equipamentos, de abastecimento do mercado fornecedor, da demanda do mercado consumidor etc.

2. TIPOS DE PADRÕES

Diversas são as denominações e os conceitos utilizados para a concepção dos padrões, entretanto os mais comuns são: padrão ideal ou teórico e padrão corrente ou normal.

O custo padrão ideal é obtido com base em estudos científicos, não considera ineficiências e, conseqüentemente, tem pouquíssimas chances de ser atingido. O custo padrão corrente considera as características normais do processo e do produto (ineficiências, paradas, qualidade de materiais etc.), devendo, portanto, ser entendido como a meta a ser atingida em determinado período.

A fixação de metas inatingíveis não gera nenhum comprometimento do pessoal com a busca de melhor desempenho ou aumento de eficiência e impossibilita a responsabilização pela não consecução. Mas, a simples consideração de dados de períodos anteriores, sem os ajustes dos desvios ocorridos, pode significar a repetição de erros e perda da eficiência. Portanto, o custo padrão corrente é o que melhor atende às necessidades de planejamento, controle e tomada de decisões.

3. OBJETIVOS DA APLICAÇÃO DE PADRÕES

O objetivo principal da utilização do sistema de custeio padrão é o controle dos custos, ou seja, com base nas metas fixadas para condições normais de trabalho é possível:

• Apurar os desvios do realizado em relação ao previsto
• Identificar as causas dos desvios.
• Adotar as medidas corretivas para não-reincidência de erros ou para melhoria do desempenho.

Assim, a existência de padrões não elimina a necessidade de apuração dos custos reais; pelo contrário, o objetivo do sistema de custeio padrão só é atingido quando, da comparação do real com o padrão, se extraem as divergências entre ambos.

O controle dos custos real versus padrão gera informações que contribuem:

• No processo de avaliação de desempenho das áreas e dos responsáveis pelos custos
• Para a implantação de programas de redução de custos, mediante a identificação dos itens ou áreas que estão fora da normalidade.

A utilização do sistema de custeio padrão tem os objetivos, ainda, muito mais de ordem prática operacional do que conceitual, de permitir:

• A apuração dos custos imediatamente após a fabricação dos produtos, ou seja, desvinculada do fechamento contábil do mês. Esta situação é bastante comum em empresas que dispõem de sistemas automatizados e integrados de controle de estoques, de planejamento e controle da produção, de compras etc., onde, à medida das ocorrências físicas (produção/venda), os arquivos são atualizados também monetariamente, com base em padrões.
• Reduzir a quantidade de apontamentos de consumo, tanto de materiais quanto de mão-de-obra, para apuração dos custos de cada produto. Esta necessidade é maior em empresas cujos produtos têm uma grande diversidade de componentes, de grande ou pequeno valores, e os processos de produção são complexos e ocorrem em diversas etapas.

4. FIXAÇÃO DOS PADRÓES

Responsáveis pela fixação dos padrões

Vários órgãos devem envolver-se na fixação dos padrões, de acordo com a natureza de cada item de custo e com a estrutura organizacional da empresa.

Em linhas gerais:

• Os padrões físicos (quantidades de materiais, horas de mão-de-obra, consumo de energia etc.) são de responsabilidade de áreas industriais (desenvolvimento de produtos e processos, produção, planejamento e controle).
• Os padrões monetários são atribuições de áreas administrativas e financeiras (controladoria, compras, departamento de pessoal etc.).

A área de controladoria, além de ser responsável pelo cálculo de alguns padrões, tem a atribuição de coordenar todo o processo e compilar os dados para a apuração dos custos padrões dos produtos.

Uma distribuição de responsabilidade comumente encontrada pode ser expressa graficamente da seguinte forma:

Fim da transcrição

APONTAMENTOS PARA A MATERIA A SER DADA EM SALA DE AULA

Custo Padrão é um sistema usado pelas empresas, integrado ou não à contabilidade. Neste último caso ele é um sistema extra-contábil. Seu principal objetivo é oferecer agilidade à empresa, na tomada de decisão junto a fornecedores e clientes. Além disso, facilitam a realização de levantamento de dados para formação de orçamentos, propostas de concorrências e levantamentos para controle dos custos.

Há várias situações diferentes que exigem soluções também diferentes, para a formação de custo padrão. Nas empresas com mais de um ano de existência, toma-se como base os custos reais acontecidos nos exercícios anteriores. Nas empresas novas busca-se os valores reais de custos existentes no mercado. Em alguns casos desprezam-se os centavos e se faz um arredondamento geral, em outros computa-se todos os centavos. Dessa forma podemos dizer que o sistema de custo padrão deve se amoldar à empresa e não a empresa se adaptar os sistema, pois não há um único sistema de custo padrão, há vários. Note-se que este é um conjunto de controles recomendado somente para as empresas que têm produção contínua e em grande volume. Entretanto, alguns setores, por exemplo restaurante, podem optar pela sua utilização, mesmo sendo de porte médio.

Implantação

A implantação do sistema de custo predeterminado deve envolver todos os setores da empresa, direta ou indiretamente ligados à produção, finanças, vendas etc. Vejamos algumas situações específicas:

1. Diretoria – A implantação do sistema de custo padrão representa facilidade para produzir mercadorias e concorrer no mercado. Por outro lado há a possibilidade de trazer prejuízos se os cálculos não forem bem feitos. Por causa disso, a implantação do sistema deve ser uma decisão do colegiado de diretores.

2. Gerências – O levantamento de dados para o pré-projeto e suas revisões posteriores deverá ser de responsabilidade de todas as gerências envolvidas nos processos de compra, produção, comercialização, estocagem, financiamento, etc., aí incluído o departamento de pessoal.

3. Produção – A execução do custo padrão, como sistema, deve ser de responsabilidade do setor de Controladoria. Entretanto é o setor de produção o departamento usuário das informações, fato que lhe dá condições de alterar os valores do projeto.

4. Outros setores – O departamento de Compras e a Diretoria Financeira têm obrigação de fornecer informações atualizadas à Controladoria sobre o valor dos insumos, quantidade dos estoques, disponibilidade dos recursos etc.

 

 

Plano de Ensino

I – IDENTIFICAÇÃO DA DISCIPLINA

Nome: CONTABILIDADE DE CUSTOS I – Código: A01.038
Curso: ADMINISTRAÇÃO
Professor: TOMISLAV R. FEMENICK
Período: 6º – Carga Horária: 54 horas

II – EMENTA

Introdução, sistemas e princípios. Custos para avaliação de estoques. Custos Fixos, lucro e Margem de Contribuição. Custos Variáveis, fixação de preços de venda e decisões sobre compra ou produção. Relação custo/volume/lucro. Sistemas de custos,

III – OBJETIVOS

• Fazer com que o aluno reflita, compreenda e construa o conhecimento sobre o controle dos custos como importante instrumento gerencial.
• Adquirir habilidades conceituais e críticas os custos empresariais.
• Compreender os aspectos relevantes da operacionalização dos controles dos custos.
• Dominar a linguagem utilizada nos sistemas de custeio e de controles sos custos.
• Faz compreender os aspectos relevantes da operacionalização da análise dos custos.

IV. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

• 1a UNIDADE

1. Conceitos gerais de custos.
2. Gastos, despesas e custos.
3. Departamentalização e rateio de custos.
4. Custos de produção de bens e serviços..
5. Custos fixos e custos variáveis.
6. Custos diretos e custos indiretos.

• 2a UNIDADE

1. Margem de contribuição.
2. Custo Padrão.
3. Custeio baseado em atividade – Custo pelo sistema ABC.
4. Análise dos custos.
5. Ponto de Equilíbrio e grau de alavancagem.

V – METODOLOGIA

• O conteúdo programático será desenvolvido com a participação das alunos, principalmente com aulas expositivas e com a utilização de métodos variados, inclusive com discussões, seminários, debates, simpósios, pesquisas e exercícios individuais e em grupo.

VI – AVALIAÇÃO

• A avaliação é expressa em Notas, em escala de zero a dez (0 a 10), obtidas pela Média Ponderada entre as Provas Escritas e Trabalhos Individuais ou em Grupos, tendo por base alguns critérios, tais como a assiduidade, participação, interesse, pontualidade no cumprimento das tarefas, bem como o raciocínio lógico e crítico, evidenciado através de provas individuais escritas.

VII – BIBLIOGRAFIA

• BÁSICA

DATAR, Horngren Forter. Contabilidade de custos. Rio de Janeiro: LTC.
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. São Paulo: Atlas.
OLIVEIRA, Luiz Martins. Contabilidade de custos para não contadores. São Paulo: Atlas.

• COMPLEMENTAR

ATINKSON, Antony. Contabilidade gerencial. São Paulo: Atlas.
BRINSON, James A. Contabilidade por atividade. São Paulo: Atlas.
FEMENICK, Tomislav R. Sistemas de custos para hotéis. São Paulo: CenaUn.
IUDÍCIBUS, Sérgio. Contabilidade gerencial. São Paulo: Atlas.
NAKAGAWA, Masayuki. ABC; custeio baseado em atividades. São Paulo: Atlas.

Margem de Contribuição

Margem de Contribuição é, falando-se de maneira simples, um estudo que evidencia quanto cada produto, linha de produção, filial etc. contribuí para a formação do lucro bruto ou do lucro líquido operacional da empresa. Entretanto, para se evidenciar a Margem de Contribuição é necessário que se compreenda os itens que servem como base para a sua formulação, os Custos Fixos, Custos Variáveis e os Custos Indiretos e, ainda, que a empresa tenha implantado o sistema de departamentalização dos custos, ou seja, controle e lance os custo nos setores onde efetivamente tenha ocorrido.

Assim, se uma determinada empresa produz três tipos de produtos – aqui chamados de produto “A”, produto “B” e produto “C” – o emprego do sistema da Margem de Contribuição encontra qual foi o lucro bruto (ou líquido) do produto “A”, o do produto “B” e o do produto “C”, bem como qual o percentual de cada um deles no lucro bruto (ou líquido) geral da empresa.

Para se calcular a Margem de Contribuição de cada um dos departamentos de produção (aqueles que produzem mercadorias ou serviços para vendas) primeiro devem ser localizadas as receitas de cada uma desses setores. Desses valores são subtraídos os custos variáveis, os custos fixos e os custos indiretos correspondentes aos respectivos setores. Podemos representar esse procedimento com a seguinte fórmula:

Por isso é que é importante identificar, previamente, o que será considerado como custo fixo do setor. Por exemplo, o serviço de vigilância de uma industria de massas alimentícias preserva, indistintamente, tanto o setor que produz macarrão, como o que produz massa para pizzas; a lavanderia de um hotel presta serviços ao setor de meios de hospedagem (apartamentos) e ao restaurante. Em ambos os casos há que registrar uma parcela do custo de vigilância entre os departamentos que se beneficiam desse serviço.

A pergunta é: como se deve calcular o montante do custo de cada um deles? Essas pergunta deve ser feita diariamente ao setor de Controladoria da empresa que, por sua vez, deve ter bases concretas (gráficos, planilhas, fichas de controles etc.) para formular a resposta correta.

Antes de mais nada, é necessários que se conheça algumas fórmulas para se evidenciar os elementos necessários ao estudo da Margem de Contribuição:

Receita do Produto – Custos Variáveis – Custos Fixo = MARGEM BRUTA OPERACIONAL.

Marfem Bruta Operacional – Custos Indiretos = MARGEM BRUTA LÍQUIDA.

Outras fórmulas, mais simples, podem agregar os Custos Indiretos aos Custos Fixos, resultando na seguinte maneira de se caular:

Margem de Contribuição = Receita – Custo Variável – Parcela dos Custo Fixo, incidente diretamente ao departamento analisado.

Lucro = Margem de Contribuição – Custo Fixo.

Lucro = Receita – Custo Variável – Custo Fixo total

Essa fórmulas podem ser melhor entendidas pelo estudo do quadro abaixo (tomando-se por exemplo um hotel):

SETOR DE ALIMENTOS E BEBIDAS
Vendas: $ 50.000
(-) Custos Variáveis: 15.000
(-) Custos Fixos: 10.000
= Margem de contribuição: 25.000

SETOR DE MEIOS DE HOSPEDAGEM
Vendas: $ 35.000
(-) Custos Variáveis: 20.000
(-) Custos Fixos: 7.000
= Margem de contribuição: 8.000

TOTAL: $ 33.000 + 8.000= $ 23.000.

Outro exemplo: Dentre os pratos (porção para 3 pessoas) mais vendidos no restaurante, qual teria maior Margem de Contribuição?

MASSAS
Preços de venda: $ 70,00
(-) Custos variáveis diretos: 27,00
(-) Custos variáveis indiretos: 7,50
= Margem de contribuição: 35,50

PICANHA
Preços de venda: $ 110,00
(-) Custos variáveis diretos: 45,00
(-) Custos variáveis indiretos: 12,00
= Margem de contribuição: 53,00

LAGOSTA
Preços de venda: $ 150,00
(-) Custos variáveis diretos: 32,00
(-) Custos variáveis indiretos: 15,00
= Margem de contribuição: 103,00

Neste exemplo o prato de maior contribuição seria a lagosta, devendo o mesmo receber o maior esforço de venda.

Pode-se, também, obter o índice de Margem de Contribuição de cada item em um período de tempo, cuja fórmula e:

Índice da Margem de Contribuição = Margem de Contribuição / Preço de Venda

Então tomemos o exemplo acima para um dia, com resultados em percentuais, como demonstrado em seguida:

MASSA
Margem de Contribuição: $ 710
Preço de Vendas: 1.400
Índices: 68,67%

PICANHA
Margem de Contribuição: $ 841
Preço de Vendas: 7.050
Índices: 50,71%

LAGOSTA
Margem de Contribuição: $ 901
Preço de Vendas: 1.870
Índices: 48,18%

TOTAL:
Margem de Contribuição: $ 6.452
Preço de Vendas: 10.320
Índices: 65,52%

Nestes exemplos percebemos o quanto cada setor ou item está gerando de Margem de Contribuição. A partir dos valores de venda, subtraímos os Custo Fixo e obtemos o lucro.

Outra fórmulas indicam as Margens de Contribuição Bruta e Líquida:

Margem de Contribuição Bruta = Receita – Custos variáveis – Custos fixos
Margem de Contribuição Liquida = Margem de Contribuição Bruta – Rateios de custos administrativos

No exemplo a seguir temos a aplicação das fórmulas. O total das Despesas Administrativas foi de $ 13.000 e que estas foram distribuídas entre os setores de acordo com o seu faturamento que foi: Produto A, $ 4.000 (30,76%); Produto B, 3.000 (23,03%), e Produto C, $ 6.000 (46,16%):

PRODUTO A
Preço de Venda: $ 4.000
(-) Custos Variáveis: 400
(-) Custos Fixos: 500
= Margem de Contribuição Bruta:3.100
(-) Rateio dos Custos Administrativos: 399
= Margem de Contribuição Líquida:2.701

PRODUTO B
Preço de Venda: $ 3.000
(-) Custos Variáveis: 300
(-) Custos Fixos: 100
= Margem de Contribuição Bruta: 2.600
(-) Rateio dos Custos Administrativos: 301,00
= Margem de Contribuição Líquida:2.299

PRODUTO C
Preço de Venda: $ 6.000
(-) Custos Variáveis: 430
(-) Custos Fixos: 230
= Margem de Contribuição Bruta: 5.340
(-) Rateio dos Custos Administrativos: 600
= Margem de Contribuição Líquida: 4.740

APLICAÇÃO DO CONCEITO DE MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO

A Margem de Contribuição pode ser calculada para:

a) Um simples item da linha de produção (uma camisa de um determinado modelo, em uma indústria de confecção, ou um tipo específico de mesa de trabalho, em uma indústria de móveis etc.).
b) Para toda uma linha de produtos (roupas masculinas e móveis para escritório, nas mesmas indústrias).
c) Para as diferentes filiais.

Existe um amplo leque das abordagens. Em todas elas a Margem de Contribuição proporciona aos administradores de empresas uma visão geral da natureza dos custos da organização. Devemos ressaltar que os “custos fixos representam gastos constantes, de forma que devem ser considerados como relevantes”, na formulações das decisões administrativas. Portanto, ao analisar a Margem de Contribuição devemos cuidar para encontrar a melhor forma de ratear estes custos, tanto no seu aspectos quantitativo como qualitativo.

Os Custos podem ser classificados segundo o critério de aglutinação de itens comuns, tais como:

MATÉRIA-PRIMA BÁSICA E OUTROS INSUMOS – São todos os itens primordiais para a elaboração de determinado produtos ou serviços. Exemplo: para a fabricação de queijo são necessários os ingredientes básicos, neste caso o leite, e mais outros insumos, soro, sal, água, força elétrica (gás, óleo, carvão ou lenha), embalagem etc. O preço que a empresa paga por esses ingredientes são custos variáveis. Mas deve-se considerar, ainda, o preço pago pelos outros insumos, esses invisíveis mas que são componentes do custo do produto queijo: transporte, armazenagem, impostos etc. Para que o planejamento e o controle dos custos sejam eficazes, é necessário que haja um controle detalhado em todos os as fases de produção, nos os períodos de “pré-fabricação”, de “fabricação” e pós-fabricação”, no sentido de quantificar as porções de cada um desses fatores (de incidência direta ou indireta) em cada unidade produzida. Para que se possa desenvolver este controle, deve-se implantar “controles orçamentais específicos dos custos”, desenvolvidos para cada empresa, em cada uma das unidades de produção.

MÃO-DE-OBRA – O processo de transformar matéria-prima em produto acabado (no nosso exemplo, uma peça de camisa masculina), exige a utilização de trabalho humano. Não se deve “contar” tão somente o gasto efetivo de tempo em homem/hora necessário para a peça ficar pronta, multiplicado pelo salário nominais médios dos operários envolvidos no processo. Deve-se, ainda, levar em conta os encargos que incidem sobre os custo da mão-de-obra. Por outro lado, há que se considerar que existem custos de mão-de-obra que são “fixos” e outros que são “variáveis”. A título de incentivos, muitas empresa concedem aos funcionários uma “bonificação” sobre o volume produzido; este é um típico de “custo variável”. Já aqueles funcionários que recebem salários fixos (supervisores, gerentes etc.) representam um valor constante, que é um “custo fixo” para a empresa. Por sua vez, os salários do setor de compras também são despesas fixas. No custo de mão-de-obra deve-se computar, ainda, alguns custos invisíveis que envolvam: recrutando, treinamento, avaliação de candidatos, especificação de tarefas, avaliação de desempenho, negociação com sindicatos e administração de pessoal. Os custos diretos e indiretos de mão-de-obra englobam todas as despesa relacionadas com pessoas que trabalham na empresa, desde a diretoria até os de manutenção, segurança etc.

ELETRICIDADE, ÁGUA E COMBUSTÍVEL – Os custos de eletricidade, água e combustível representam tanto “custo fixo” como “custo variável”. Nem sempre é fácil atribuir a cada um setor o seu consumo efetivo, porém às vezes isso é irrelevante para o calculo da Margem de Contribuição. “Dentro de um mesmo setor, o consumo de um desses itens pode ser parcialmente classificado como fixo e uma outra parcela como variável”. Quando relacionado diretamente com o nível da produção, é um “custo variável”; quando não, é um “custo fixo”. Podemos exemplificar com o consumo de eletricidade na área de hospedagem de um hotel: o custo da energia elétrica gasta nos apartamentos é variável; a energia gasta na área de transito dos hospedes é custo fixo.

Há outros custos.

CONTRIBUIÇÃO DO PRODUTO OU SERVIÇO PARA O RESULTADO DA EMPRESA

Mesmo quando se estuda um setor ou produto específico para se tomar uma decisão gerencial, é necessário que se tenha uma visão global da empresa. Suponhamos que uma filial cuja Margem de Contribuição seja negativa, seja deficitária, tenha atingido a sua capacidade máxima de produção (a capacidade máxima de produção de suas máquinas) e que a diretoria tenha que tomar a decisão de ampliar a filiar, manter a sua produção nos níveis em que se encontra ou simplesmente fechá-la. Somente o estudo integrado de todos os fatores da empresa é que pode apontar o melhor caminho. Admitamos que essa unidade produza matéria-prima para uma outra filial e que esta outra filial seja lucrativa. A análise da Margem de Contribuição de toda a empresa pode “concluir” que é mais lucrativo para a organização continuar a operação da unidade deficitária. Neste caso o “fator de decisão” seria o resultado da Margem de Contribuição de toda a empresa, analisado de forma integrada. Esta abordagem permitiria a Controladoria e a Gerência Geral decidir com base em dados e índices concretos e reais. Sem esses elementos, a conclusão (evidentemente errônea) seria de que a filial deficitária deveria ser fechada.

CUSTOS EM ESTABELECIMENTOS COMERCIAS LOJISTAS – Uma Breve Abordagem

Texto completo em formato Word

Desculpe! Arquivo indisponível para download.