A VOLTA

Tomislav R. Femenick
O Jornal de Hoje. Natal, 19 jan. 2009

Aconteceu há cerca de três meses. Após estacionar meu carro, estava eu atravessando uma rua, na faixa delimitada para pedestre e com o sinal a meu favor, eis que vem um motoqueiro – desses muitos que há por aqui, por ali e em todos os lugares -, me atropela e vai embora, sem nem olhar para trás. Resultado: uma ruptura de dois tendões e músculos do ombro direito. Tive que me submeter a uma operação aos cuidados do dr. João Felipe e ainda estou sem poder usar plenamente o braço e a mão direitos, pois a recuperação é lenta. À minha meia meia dúzia de leitores dou essa satisfação, em resposta aos e-mails que me enviaram, reclamando da ausência dos meus artigos. Talvez a minha volta seja lenta, na medida em que poder dedilhar o teclado do computador, catando milho com a mão esquerda.

Depois de tanto tempo sem escrever, deparei-me com um paredão de assuntos possíveis: a guerra de judeus e palestinos, o andamento da crise econômica internacional, a posse do novo presidente americano, as tripulais do venezuelano candidato a deus, o fantasma do ex-revolucionário Fidel; isso no campo internacional. Já por aqui, em nosso Brasil varonil, há de tudo para se falar: a grande descoberta de um gênio da esteticista de que Marta (ex-Suplicy, ex-prefeita, ex-ministra e ex-quase-governadora), D. Marisa Letícia da Silva (a primeira dama) e Dilma Rousseff (descendente de búlgaro, ministra-chefe da Casa Civil e candidata ungida do presidente Lula para sucedê-lo no cargo) são irmãs trigêmeas, apesar das idades e paternidades diferentes; basta olhar para os rostos delas. Na província também não falta assuntos: a sucessão na prefeitura da capital com vários imbróglios, os candidatos a candidatos ao cargo de governador, a primeira grande chuva do ano e o alagamento da cidade, a idéia de jerico de derrubar o Machadão e o Centro Administrativo do Estado para fazer um novo Estádio (visando à Copa de 2014), a situação calamitosa da saúde pública etc., etc. e tal.

Mas, não. Não vou falar de nada disso. Chega de baixo astral, de maracutaias, de negócios fraudulentos e insensatos. Chega de chororós, de olhar para baixo e somente ver lema e lixo. Quero ver céu azul, sol, risos e alegria. Quero falar de beleza, e nada é mais belo que a criação máxima de Deus: a mulher. Mas, como dizia o Vinicius de Moraes (poeta plural, até no nome) é fundamental que seja bela. Basta ver a volta da Dilma que, após as operações plásticas, está mais bonita e atraente, como diz o prof. Leôncio Martins Rodrigues. Só não acho que quem vai “concorrer ao mais alto cargo da nação”, deva obrigatoriamente tentar recauchutar o visual. Afinal, presidente não é um produto, tal qual um automóvel, que deve ser bonito para ser vendido ao respeitável público.

Quem também vai voltar, depois de três anos longe da Marques de Sapucaí, a passarela do samba carioca e, consequentemente, mundial, é a Luma. Sim, ela mesma, Luma de Oliveira, a socialite, ex-modelo, ex-atriz bissexta e ex-madrinha das baterias da Viradouro, da Tradição e da Caprichosos, porém acima de tudo uma tremenda boazuda. A imagem de seu corpo está disseminada pelo mundo em vários sites da Internet, nas páginas das chamadas revistas masculinas (editadas em várias línguas) e até em jornais sisudos como O The Times, de Londres, o americano The New Yok Times, e o nosso O Estado de S. Paulo, que uma vez lhe dedicou uma galeria com mais de 40 fotos. A imagem de Luma de Oliveira aparece sempre exuberantemente linda, e disso ninguém de boa cuca discorda. Mesmo quarentona, ela não deve nada a ninguém, quando o quesito é beleza. Luma voltará a desfilar no carnaval do Rio deste ano, para deslumbrar e deixar os marmanjos de queixo caído. Agora vem como madrinha da Portela, escola rival da minha Mangueira. Vou ver o desfile e torcer pela Mangueira, mas, sinceramente, também vou assistir ao show que Luma dará na Portela, quando passar sambando, flutuando e se mostrando na Sapucaí.